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quarta-feira, 1 de junho de 2011

*Papa fecha convento em que freiras dançavam em cerimônias



O papa Bento 16 mandou fechar um famoso convento em Roma, de acordo com informações de jornais italianos.

O jornal La Stampa informou que o monastério da Basílica di Santa Croce in Gerusalemme (Basílica da Santa Cruz de Jerusalém) estaria sendo fechada devido a “irregularidades” litúrgicas, financeiras e morais.

Segundo os jornais, alguns monges cistercianos da igreja foram transferidos para outras congregações na Itália. O abade Simone Fioraso, um extravagante ex-estilista de Milão, já tinha sido transferido do mosteiro há dois anos.

O jornal Il Messaggero informou que Fioraso tinha restaurado o convento, que estava muito danificada, e aberto um hotel no local, em que realizava concertos. Ele também realizou uma maratona de leitura da Bíblia que foi transmitida pela televisão e constantemente atraía celebridades para visitar o mosteiro, em que promovia uma abordagem menos convencional da religião.

Uma das freiras do mosteiro, Anna Nobili, ex-dançarina erótica, fez várias apresentações de dança com outras freiras durante cerimônias religiosas.

O Vaticano teria expressado sua insatisfação com os boatos a respeito do mosteiro.

“Uma investigação descobriu provas de irregularidades litúrgicas e financeiras, além de (irregularidades de) estilo de vida, que provavelmente não estavam de acordo com o de um monge”, teria dito ao jornal britânico Guardian o padre Ciro Benedettini, um porta-voz do Vaticano.

O inquérito foi feito pela Congregação dos Institutos de Vida Consagrada do Vaticano e seus resultados ainda não foram publicados, segundo o La Stampa.

A Basílica de Santa Croce é uma das mais antigas e famosas de Roma, foi construída em volta de uma capela do século 4.

A igreja é um dos locais mais importantes de peregrinação na capital italiana e acredita-se que ela guarde relíquias sagradas.

*Informações de BBC Brasil

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

*Vaticano: nada muda com fala de papa sobre camisinha



O Vaticano alertou neste domingo que não há nada de 'revolucionário' na afirmação do papa Bento XVI de que o uso da camisinha em circunstâncias excepcionais pode ser um ato responsável no combate à disseminação do HIV.


O Vaticano alertou neste domingo que não há nada de "revolucionário" na afirmação do papa Bento XVI de que o uso da camisinha em circunstâncias excepcionais pode ser um ato responsável no combate à disseminação do HIV.

O principal porta-voz da Santa Sé, reverendo Federico Lombardi, divulgou um comunicado destacando que o comentário do papa que está num livro que será publicado nesta terça-feira não "reforma nem muda" os ensinamentos da Igreja, que proíbe o uso de preservativo e outros métodos contraceptivos. Bento XVI tampouco está "justificando moralmente" o exercício ilimitado da sexualidade, acrescentou Lombardi.

O papa acredita que o uso de camisinha para diminuir o risco de infecção é a "primeira assunção de responsabilidade", diz o comunicado, usando um trecho do livro. "O raciocínio do papa não pode de modo algum ser definido como uma mudança revolucionária", disse o porta-voz.

Bento XVI falou em entrevista a um jornalista alemão. O jornal do Vaticano L'Osservatore Romano divulgou ontem trechos do livro, "Luz do Mundo", três dias antes da publicação.

Na entrevista, Bento XVI afirmou que em certos casos, como prostituição masculina, o uso da camisinha pode ser um primeiro passo em assumir responsabilidade moral para conter a disseminação do vírus que causa a Aids.

Lombardi destacou que o papa enfatizou a principal recomendação da Igreja na luta contra a Aids - a abstinência sexual e fidelidade entre os que são casados. O porta-voz citou as palavras de Bento XVI de que a Igreja "não considera isso (o uso de preservativo) como solução real ou moral". "Com isso, o papa não está reformando ou mudando o ensinamento da Igreja, mas reafirmando-o, colocando-o no contexto do valor e da dignidade da sexualidade humana como expressão de amor e responsabilidade", disse o porta-voz.

*As informações são da Associated Press.

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