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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Líder no domicílio e na eclésia

LIDERANÇA


Pastor! Cuidado para não ser um grande homem de Deus fora de seu lar



Efésios se divide em duas partes: do capítulo 1-3, onde Paulo fala como podemos ter uma nova vida em Cristo, descrevendo no capítulo 1 como fomos escolhidos pelo Pai, comprados pelo Filho e selados pelo Espírito Santo.

No capítulo 2.1-3, ele fala como estávamos mortos em nossos pecados e delitos, vivendo segundo nossa própria natureza natural e pecaminosa, mostrando como éramos filhos da ira.

Em 2.10, ele mostra que somos feitura de Deus, criados para boas obras.

Em 2.4-9 ele diz que somos o que somos pela graça do Senhor. A mensagem do novo nascimento precisa sempre ser pregada. É aí que tudo começa. Não adianta ser membro de igreja, é preciso nascer de novo.

Até que a pessoa não tenha uma nova vida em Cristo, nada vai acontecer em sua vida. É isso que Paulo mostra nos 3 primeiros capítulos.

A partir do capítulo 4, ele faz uma transição daquilo que ele vem dizendo com "rogo-vos, pois, eu..." Ê a palavra "pois" que indica esta transição.

"Agora que vocês são povo de Deus, quero mostrar como vocês devem viver". É isso que significa o verbo andar usado em 4.1; 4.17; 5.2; 5.8 e 5.15.

Andar significa a maneira como vivemos, conduta, estilo de vida. Uma vez que fomos salvos, reconciliados com Deus, devemos andar de maneira digna. É nesse contexto que Paulo fala da vida familiar.

O pastor e sua responsabilidade com sua esposa - (5.22-23)

A esposa deve ser submissa e respeitar o marido. O marido deve amar a esposa e ser o cabeça e isso implica em liderança. Entenda, liderança não é autoritarismo. O homem tem que ter o mesmo amor, para com sua esposa, que Cristo teve com a Igreja, e por ela ele morreu, e morte de Cruz. Pense nisso...

Para que o pastor possa ter autoridade de ministrar a Palavra de Deus, primeiramente ele precisa estar vivendo esta Palavra em sua casa, em seu lar. É muito fácil para mim e para você pregar um sermão dizendo o que o povo deve fazer.

Com um pouco de habilidade e um bom dicionário é fácil montar um sermão e falar bonito, principalmente usando palavras que o povo não entende. Mas, a realidade da vida cristã começa em casa, com a esposa e filhos. Havia um menino que queria mudar para a igreja e quando sua mãe lhe perguntou por que, ele respondeu: "porque lá na igreja papai é um santo, mas aqui em casa ele é um capeta".

Cabeça da mulher - (5.23)

Deus colocou o marido como cabeça da mulher e isso implica em liderança. Isso não quer dizer que a mulher é inferior ao marido. É uma questão de posicionamento dentro da família. Deus determinou assim e Ele é mais sábio do que eu e você. Deus delegou ao marido uma posição de autoridade na vida familiar.

Precisamos entender bem o que é autoridade. A palavra não traz a idéia de "descer o *opa*", gritar ou pular para ser obedecido. Pelo contrário, devemos exercer a liderança pela qualidade de vida que temos.

A palavra autoridade na Bíblia é formada por uma preposição que significa "para fora" mais a raiz do verbo "ser". Literalmente seria aquilo que você é de dentro para fora.

Creio ser esta a maneira correta e bíblica que a liderança deve ser exercida quer na família, quer na igreja, ou em qualquer outro lugar em que você esteja em posição de autoridade dada por Deus.

A liderança é reconhecida pela qualidade de vida que você tem e não por imposição. O dia em que você precisar bater na mesa e dizer: o líder nesta casa sou eu, você já perdeu a liderança há muito tempo.

A liderança bíblica é uma liderança responsável. O líder é aquele que assume a responsabilidade pelo andamento da vida familiar.

Se as crianças vão mal na escola esse problema não é da sua esposa, mas seu, porque você é líder. Quando uma firma vai à falência, o dono é o responsável, aquele que está no comando.

Se a igreja vai mal, não é culpa dos membros, mas do líder. Ao dar a posição de liderança, Deus nos deu autoridade e responsabilidade. Eu sou responsável pela minha casa.

Um bom líder vai sempre procurar conversar bastante com sua esposa. Isso implica em ter um bom relacionamento. O marido sábio, antes de uma decisão, vai procurar saber as idéias, sentimentos, opiniões, medos e desejos da sua esposa, mas a palavra final pertence a ele.

Se por acaso ele muda de idéia por causa da opinião da esposa, e a coisa não dá certo, ele não pode culpá-la por isso. Ele precisa assumir a responsabilidade. Há maridos que, querendo fugir de problemas, jogam para a esposa a responsabilidade das decisões.

Isso está errado. Como pastores sabemos que a maioria das igrejas tem muito mais mulheres do que homens.

Qual a razão disso? Em grande parte é porque os homens não têm assumido o seu papel de líderes primeiramente nos lares e depois na igreja.

Se os homens não assumem a liderança, as mulheres acabam assumindo. Essa omissão por parte dos homens tem trazido sérias conseqüências para os lares e igrejas.

Em Tito 1.5-9, Paulo mostra quais as qualidades que Deus exige de nós como homens de Deus e esse é o padrão a ser seguido pela liderança.

Amar a esposa - 5.25

Paulo apresenta dois padrões de amor: como Cristo amou a igreja (5.25) e como a seus próprios corpos (5.28 ). Cristo viveu e morreu pela igreja. Isso significa dar tudo de si.

Amar como ao nosso corpo. Todos conhecemos esse padrão. Todos sabemos o valor que damos aos nossos próprios corpos. O que você faz quando está doente? Quanto tempo você dedica ao seu corpo? É esse mesmo tipo de cuidado que você tem tido para com sua esposa?

As pessoas vão se interessar por aquilo que temos a dizer se virem em nós uma vida diferente transformada pelo poder de Deus.

Viver a vida cristã no lar com discernimento - (1Pe 3.7)

Pedro diz que precisamos ter sensibilidade para com as necessidades da nossa esposa. No verso 6, ele chama nossa atenção para a vida bonita de Sara. Um exemplo de submissão. Era uma mulher bonita exteriormente mas muito mais bonita interiormente.

No verso 7, ele fala para os maridos, mas não fala nada de Abraão. Todos sabemos que Abraão, o grande homem de Deus falhou na sua vida familiar. Ele usou Sara para seus propósitos.

Pastor, cuidado para não ser "um grande homem de Deus" fora do seu lar e um marido medíocre dentro do lar.


O que sua esposa pensa de você?

Certa ocasião um pastor sentiu que seu relacionamento com a esposa não ia bem e relacionou alguns itens para que ela o avaliasse. Colocou: comunicação, carinho, atenção, educação de filhos, minha vida como pastor, etc., e pediu que ela desse notas de 0 a 10.

Na área de comunicação ela deu nota 01. Aí, ele desconfiou que estava mal mesmo e Deus precisava lhe dar graça para mudar.

Como é que sua esposa o vê? Certas esposas vêem seus maridos muito envolvidos no ministério, correndo de lá para cá, fazendo muitas coisas, pregando, evangelizando, etc., mas em casa eles são grosseiros e mal-educados.

Como sua esposa o vê? Pergunte a ela. Dê-lhe liberdade para falar, não se justifique. Aprenda a ouvir e tenha disposição para mudar o que está errado.

*Mudado e acrescido por Rodrigo Matias do texto de Ismael Sperandio

domingo, 19 de dezembro de 2010

Vanderlei Luxemburgo barra pastor no flamengo


*Pastor é proibido de orar com jogadores por conta de Pai de Santo

Representante de comunidade evangélica foi proibido por Vanderlei Luxemburgo de entrar na concentração para liderar culto com os jogadores.

O Flamengo está à beira de uma guerra santa. De um lado o pai de santo Robério de Ogum, amigo e conselheiro do técnico Vanderlei Luxemburgo. Do outro, o pastor Fernando, da Comunidade Evangélica Até Aqui Nos Ajudou o Senhor do Recreio dos Bandeirantes, muito próximo de alguns jogadores do atual elenco.

Tudo começou com a chegada do treinador ao clube e com uma entrevista de Robério ao jornal "Extra", no sábado passado. E esquentou nesta terça-feira, quando o pastor Fernando postou fotos ao lado de jogadores do Flamengo no Twitter e reenviou um post de um seguidor chamado jogadordecristo. Na mensagem, está anexado o link da entrevista.

"Agora entendemos porque o pastor Fernando foi proibido por Luxemburgo de entrar na concentração do Flamengo. Brincadeira", escreveu o jogadordecristo, em mensagem reenviada pelo pastor aos seus seguidores.

Robério afirma na entrevista ter feito trabalhos para Vanderlei Luxemburgo na reta final do Campeonato Brasileiro, quando o time brigou para não ser rebaixado. Ele ainda toma para si a derrota do Goiás para o Indepediente na final da Copa Sul-Americana, que colocou o Flamengo na competição em 2011.

"O Flamengo estava muito carregado espiritualmente. De uma hora para outra, o Lomba começou a falhar, o Juan, os atacantes não acertavam mais nada. Só que não adianta cuidar de todos os jogadores, é preferível proteger, iluminar o comandante. Eu dizia que o time chegaria à Sul-Americana, mas depois do empate com o Santos, desconfiaram. Só que faltava o jogo do Goiás. E o que aconteceu? Os orixás ajudaram o time", disse Robério ao "Extra".

Ao fim do dia, o pastor Fernando ainda trocou mensagens com o zagueiro David via Twitter. Ele avisou que precisava entrar em contato. A resposta do jogador foi a seguinte: "Você tem o meu telefone". Mais uma prova da proximidade entre eles.

O início da crise

Pastor Fernando sempre frequentou a concentração do Flamengo e costumava liderar cultos às vésperas dos jogos com alguns jogadores do elenco. Com a chegada de Luxemburgo, sua entrada no hotel foi proibida, sob a alegação de que poderiam querer levar pai de santo, padre e outros representantes de religiões.

Na época, pastor Fernando concordou e entendeu o argumento de Luxemburgo. Mas, com a revelação de Robério, a situação se complicou. O pai de santo, inclusive, está morando num apart hotel próximo à concentração do Flamengo na Barra da Tijuca.

*Fonte: Site IG

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Quer dizer que pastor não pode, mas pai de santo pode...

E viva a liberdade religiosa do flamengo, com seu novo treinador Vanderlei Luxemburgo.


quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

*ESTRESSE EM CLÉRIGOS


ESTRESSE NO MINISTÉRIO PASTORAL

Saiba as causas, os sintomas e como evitar esse mal

Quem nunca teve um dia de estresse no trabalho? Quando este tema vira rotina e os sintomas se tornam crônicos é preciso ficar em alerta. Quando o assunto é o estresse em clérigos (as) é mais grave ainda porque estes se sentem responsáveis por uma gama de atividades e funções.


Quando não dá para desempenhar todas as funções, automaticamente surge a cobrança pessoal. Se o trabalho se transforma em um tormento, você pode estar sofrendo a Síndrome de Burnout, um distúrbio psíquico causado por esgotamento físico e mental intenso associado ao trabalho. Isso sugere que quem tem esse tipo de estresse sente-se consumido física e emocionalmente, e começa a apresentar comportamento agressivo e irritado.


A matéria que você está lendo se refere ao estresse na vida dos clérigos(as). Para tal, foram procurados o psicólogo e pastor, Cesar Roberto Pinheiro que fez seu mestrado na PUC – Campinas. O pastor Cesar entrevistou 74 pastores (as) da 3ª Região Eclesiástica para chegar aos dados precisos do nível de estresse em clérigos (as) metodistas. O resultado do nível de estresse das pessoas pesquisadas foi maior, percentualmente, que o nível da população de São Paulo, ou seja, 50% para os pastores (as) e 35% para São Paulo. Isso é preocupante!


Também procuramos o pastor e psicólogo, Josias Pereira, que tem uma ampla experiência em psicologia clínica e pastoral e, por fim, o ex-professor titular da faculdade de teologia e pastor aposentado, Rev. Ronaldo Sathler Rosa, por agregar uma larga experiência na área do cuidado pastoral.


Na pesquisa realizada pelo pastor Cesar, ele identifica que os pastores em geral têm uma grande dificuldade para lidar com esse tipo de tensão, pois o trabalho pastoral “constitui-se em um dos mais polêmicos da sociedade, exigindo um conjunto de qualidades e responsabilidades às vezes, muito acima do que é exigido em outras profissões como, por exemplo: integridade ética e moral; equilíbrio emocional em todos os momentos; conduta exemplar; conhecimento em diversas áreas (musical, administrativa, legal, relacional); dedicação exclusiva; proximidade relacional (costuma-se dizer no meio eclesial metodista que ‘o pastor/a precisa ser um amigo/a’); saúde física plena (‘o/a pastor/a não pode ficar doente’); e senso de empatia”.


O serviço pastoral, então, gera estresse? Ao citar alguns pesquisadores da área do estresse ocupacional, Cesar Pinheiro, afirma que “qualquer tipo de trabalho possui agentes potencialmente estressantes para o indivíduo”. Nesse sentido, o trabalho pastoral também está sujeito ao estresse. Os dados obtidos indicam que 50% da população pastoral metodista (dentre 74 clérigos (as) entrevistados), tende a estressar-se no exercício do ministério. Este percentual obtido é sobremaneira elevado, considerando-se dados de pesquisas recentes sobre o tema.


De acordo com o estudo realizado pela Dra. Marilda Lipp, do Laboratório de Estudos Psicofisiológicos de Stress, da PUC-Campinas, a média do nível de stress na cidade de São Paulo é de 35%. “Logo a presença de estresse na amostra pesquisada encontra-se significativamente acima da média da população geral de São Paulo, e isto é muito preocupante”. Vale ressaltar, também, a orientação do psicólogo Josias Pereira: “uma pessoa estressada afeta as outras com as quais convive dispersando o seu mal estar entre os demais, pois o relacionamento interpessoal e intrapessoal é altamente afetado”, portanto, o estresse pode interferir no lar.



Período mais estressante


Para Cesar o período mais estressante no ministério está entre os primeiros cinco anos. Ele afirma: “De acordo com minha pesquisa, os primeiros cinco anos do ministério pastoral tendem a ser os mais estressantes. Dentre a amostra estudada, 50% relatou que os primeiros cinco anos foram os mais estressantes no ministério pastoral. Cabe destacarmos ainda que a parte do grupo (17 por cento) referiu o período entre 6 e 10 anos como o mais estressante do seu ministério”.


Para Josias Pereira, sua experiência pastoral e psicológica indica que não é somente no início do ministério que o estresse atinge o pastor (a), mas também quando se aproxima da aposentadoria: “a rigor não podemos definir no início do ministério, pois tudo depende muito das condições pessoais e circunstanciais, bem como das contingências. No entanto, a experiência indica que é mais provável nos primeiros anos de ministério e nas proximidades da aposentadoria, talvez pela insegurança do porvir, que também se apresentam com freqüência em outras atividades”, e acrescenta, “quanto maior convicção do chamado divino, menor é o risco de estresses, pois o principal fator determinante são os conflitos de valores, embora esteja sempre inconsciente, pois quando conscientizados os sintomas podem a ser resolvidos”.


Também nesse sentido é reveladora a pesquisa de Roseli Margareta K. de Oliveira que aponta em sua dissertação de mestrado, numa pesquisa envolvendo 38 pastores da Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil (IECLB) que, o nível de estresse está presente nos primeiros cinco anos do ministério, inclusive alguns dos pastores entrevistados pela pesquisadora, já se encontram com a síndrome de Burnout, ou como define o psicólogo Josias Pereira, “o esgotamento nervoso”. Se você é uma pessoa extremamente exigente e perfeccionista e que não mede esforços para atingir bons resultados, é preciso tomar cuidado, pois essas pessoas são as mais vulneráveis à síndrome.



Sintomas com maior frequência


Os sintomas mais presentes de acordo com Cesar Pinheiro são definidos da seguinte forma: “sintomas físicos, por exemplo, dores de cabeça, boca seca, tensão muscular entre outras; sintomas psicológicos: ansiedade, vontade de fugir de tudo, hipersensibilidade emotiva; sintomas físico-psicológicos (quando os anteriores estão presentes). Desta forma ao verificarmos a prevalência de sintomas, descobrimos que 48,65% do grupo com estresse, apresentou sintomas psicológicos (com predominância entre as mulheres), 37,84%, sintomas físicos e 13,51%, estavam entre aqueles com ambos os sintomas. Um detalhe significativo é que, dentre as mulheres participantes da pesquisa, o segmento das clérigas casadas revelou maior índice de estresse (78,5 por cento) em relação às clérigas solteiras (45,45 por cento)”.


Para Josias Pereira pode-se considerar “os sintomas em função de suas conseqüências, isto é, há manifestações somáticas que são graves, porém, não apresentam urgência, pois suas conseqüências ocorrem em longo prazo, tais como fenômenos digestivos ou dermatológicos e outros tantos. Já as agudas são as crises circulatórias ou cardíacas, são os casos de AVC’s (acidente vascular cerebral, isto é, derrame cerebral ou infarto cerebral) que exigem atendimento com muita urgência, pois qualquer demora pode ser fatal”. Entretanto, ressalta o pastor, “é bom saber que para todos estes casos a prevenção ainda é o melhor remédio”.


Principais estressores ocupacionais em clérigos(as)


A pesquisa realizada pelo psicólogo Cesar Pinheiro revela dados surpreendentes, pois os maiores estressores em clérigos (as), os três mais importantes foram: “preocupação com a educação dos filhos frente às mudanças de residência; ter que sujeitar ao processo de nomeação pastoral e, por fim, ter que negociar os subsídios pastorais com a administração da Igreja”. Além do mais, as mulheres casadas tiveram um maior índice de estresse, possivelmente, “por estar relacionada aos múltiplos papéis sociais que elas precisam assumir, principalmente com respeito à vida pessoal”, conclui Cesar.


Acúmulo de funções também pode ser uma fonte de estresse, pois mesmo que a pessoa dê conta de realizar os trabalhos que lhe são designados, “quando ele não é reconhecido, a satisfação acaba se transformando em compulsão. Isso leva ao esgotamento, depressão ou transtornos ansiosos", como define a psicóloga Fernanda Elpes Nakao em uma entrevista na Revista Vida e Saúde em setembro de 2009.



Dicas de como prevenir o estresse


Existem meios de prevenir o estresse? O pesquisador Cesar Pinheiro dá algumas dicas: “É preciso considerar alguns aspectos importantes no controle e prevenção do estresse: alimentação, descanso, exercícios físicos, apoio psicológico e o cuidado pastoral”. Cesar afirma, ainda, que “a fé é um aliado poderoso no processo de enfrentamento do stress”.


O professor Ronaldo Sathler Rosa afirma que “a prática rotineira de atividades físicas, devidamente orientadas e ajustadas à condição particular de cada um, é fator positivo para a eliminação de cansaços desproporcionais e para o equilíbrio da personalidade. A vida sedentária atinge, obviamente, o humor, a vitalidade, e pode comprometer o exercício prudente e responsivo do ministério pastoral”. O professor lembra ainda que “em nossa cultura brasileira os homens, em geral, não dão muita importância ao aspecto preventivo para o seu próprio bem-estar integral. O ‘cuidar de si’, tanto corretiva como preventivamente, é condição para ‘cuidar de outrem’ por meio do cuidado pastoral”.


Sathler conclui que outro fator que contribui para que não se dê maior atenção à saúde entre pastores, “é a ausência de uma Teologia da Saúde: a saúde considerada como inserida na mensagem cristã da salvação. Não se restringe, portanto, às curas das patologias individuais e da sociedade. A mensagem da salvação visa à criação de novo modo de vida, de renovação da mente, de novas atitudes em linha com os ensinamentos das Escrituras. Uma causa provável da pouca atenção da teologia sobre a saúde, deve-se à ênfase unilateral na ‘união da alma com Deus’. O corpo é, então, ignorado. Sofre a alma com o corpo danificado; sofre o corpo com a alma ferida!”.



Algumas regrinhas básicas para evitar o estresse:


Peça ajuda para resolver os problemas; fragilidades? Não tenha medo ou receio de expô-las; repense se você é uma pessoa perfeccionista. Ninguém consegue ser perfeito em tudo e controlar todas as situações; jamais se sobrecarregue, delegue funções; mantenha organizada sua rotina de trabalho, como por exemplo, horários para ler e responder e-mails, estudo, visitação, separe a sua folga pastoral para a família; desfrute do lazer, atividade física e vida social. Enfim, a vida de qualquer pessoa, independente de ser clérigo (a) ou não, precisa de um equilíbrio entre o prazer e as obrigações. Essa seria, em nossa conclusão, o segredo para uma vida saudável, tanto pastoralmente profissional como pessoal.


*Texto de José Geraldo Magalhaães Jr.

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