O Brasil emitiu uma nota
criticando Israel e eximindo o Hamas de responsabilidades no conflito Palestino/Israelense. Esse fato me leva a escrever essas linhas ...
De acordo com a mídia, o
Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas decidiu na quarta-feira(23 de julho de 2014)
abrir uma investigação sobre crimes de guerras contra Israel por causa das
ações israelenses contra os ataques do grupo terrorista islâmico Hamas (que não
tem problema em usar covardemente crianças e mulheres
como escudos humanos).
Na reunião da ONU, 29 países votaram a favor da resolução — entre eles árabes e
muçulmanos, o Brasil (que é o maior país católico do mundo e com franco crescimento protestante) e outros países católicos
latino-americanos. Votaram também a favor da investigação da ONU países
africanos, Rússia e China.
Os Estados Unidos, presidido por Barac Obama, foram os únicos que votaram contra — isto é,
foram os únicos que ficaram do lado de Israel! Bem ou mal, os EUA ainda são a
nação mais cristã/protestante do mundo.
Com essa decisão, podem se preparar, vem tempestade para o Brasil e grande
alegria para os EUA.

Sim, eu oro por Israel. Mas eu também oro pela Palestina. Em uma guerra os únicos beneficiários são os senhores da guerra e a morte. Essa é minha postura enquanto pastor de uma linha neopentecostal e cristã/protestante.
No entanto, como professor de história e Dr.h.c. em teologia e filosofia, tenho uma opinião baseada não na fé, mas em fatos. Vi um texto na internet, do meu amigo Victor, que como eu é um discípulo da nobre arte de investigação de Heródoto, que fiz adaptações e transcrevo abaixo.
O conflito árabe/israelense já dura milênios, é um dos conflitos político/étnico/religioso mais antigos. O atual é o terceiro
conflito em 12 anos. Muito tem se falado na “Força Desproporcional” a qual
Israel trava sua guerra.
Bem, diante disso vamos lá.
Este conflito é particularmente
especial já que pela primeira vez o Estado de Israel não está lutando contra os
palestinos. A luta é contra o Hamas.
O Hamas é o grupo político/militar que
domina numa ditadura disfarçada a Faixa de Gaza desde 2010. Ora, a origem do
Hamas é o terrorismo, pratica adotada pelos seus seguidores desde a década de
70 e nunca por ele abandonada.
Falando sobre a tal “Força Desproporcional”
nunca vi na história o uso deste tal termo ao se tratar de guerras.
Franceses
napoleônicos contra portugueses foram desproporcionais? As bombas atômicas
sobre o Japão foram desproporcionais? Soviéticos contra afegãos, americanos
contra vietcongues, potencias europeias contra colônias africanas, Israel
contra o resto do Oriente Médio (guerra dos seis dias), EUA contra o Iraque,
Rússia contra a Ucrânia... Poderia citar mais dezenas de exemplos. Guerras não
são “proporcionais”. Guerras são sujas, odiosas, covardes porque simplesmente
são guerras. Coisa do homem. Ganha quem obtêm mais lucro e influência no sistema capitalista.
Voltando ao assunto principal, este conflito particularmente seja talvez o mais “justo” se é que podemos usar
esta palavra para uma guerra. Nas ultimas semanas antes do contra-ataque
israelense o Hamas havia lançado mais de 300 mísseis em direção de Israel.
Parte destes foi interceptada pelo sistema Domo de Ferro, parte caiu em regiões
desabitadas. Se por acaso metade destes mísseis tivessem atingido o alvo o
numero de mortes em Israel seria tão grande quanto de palestinos. Mas você pode
estar se perguntando: Mas eles estão em guerra. Não! Isto aconteceu antes do
conflito oficial. NÃO HOUVE UMA DECLARAÇÃO DE GUERRA POIS O HAMAS NÃO É UM PAÍS.
Não podemos esquecer que como falado antes o Hamas controla
POLITICAMENTE a Faixa de Gaza e ao atacar Israel assume o risco de entrar em
conflito. No conflito propriamente dito estes terroristas usam escolas,
hospitais, prédios da ONU para esconder-se e aumentar drasticamente o numero de
mortos civis. Como Israel pode tolerar a existência de um vizinho que em tudo
depende dele (pergunte se alguns dos países árabes vizinhos apoiam o Hamas ou
abrem suas fronteiras pra ele), mas ao mesmo tempo pregam sua aniquilação? O
direito de defesa é sagrado em Israel desde o holocausto.
Quem vai a Israel
consegue perceber o quão plural é aquele lugar. Judeus, árabes, cristãos
vivendo sobre a mesma terra e isso o fundamentalismo religioso não tolera.
Porém seja judeu, árabe ou qualquer outro, todos temos o direito de defesa. Como já disse
anteriormente toda guerra é odiosa porem, podem acreditar, Israel livrar a
Faixa de Gaza do Hamas será a melhor coisa para os palestinos em anos.
O Brasil já convocou de volta o embaixador do país que estava em Israel, e o Itamaraty do governo Dilma emitiu uma nota se posicionando contra Israel alegando que Israel esta usando "força desproporcional" no conflito.
O porta-voz do
Ministério das Relações Exteriores de Israel, Yigal Palmor, disse:
"Há muitos
contatos diplomáticos sendo feitos. [...] Infelizmente o Brasil não faz parte.
O Brasil se afastou de todos os movimentos diplomáticos ao convocar seu
embaixador. Mas há outros países envolvidos. Um dia desses vai haver
um cessar-fogo. A questão é saber quantas pessoas vão pagar com suas vidas pela
teimosia e extremismo do Hamas."
Como brasileiro me sinto envergonhado com essa decisão e digo que não concordo com ela, sou a favor da vida e de modo nenhum me coloco contra Israel ou a Palestina, e responsabilizo totalmente o Hamas pelo inicio desse conflito entre uma nação(Israel) e uma organização terrorista(Hamas).