
As eleições municipais de 2012 estão chegando. Pense nisso...
Implantando novas idéias e soluções









O que era para ser uma pequena "house party" (festa em casa) deixou mais de 400 adolescentes parados na porta de um edifício na Vila Mariana na tarde de ontem e mobilizou até mesmo três carros da Polícia Militar.
O grupo começou a ser barrado na portaria depois que a festa, divulgada pelo Facebook para começar às 16h, excedeu o limite de 60 pessoas permitidas para ocupar a churrasqueira e outros espaços da área de lazer.
Assustados com a quantidade de jovens que ocupava boa parte da quadra, vizinhos chamaram a polícia com medo de que eles invadissem o prédio, um condomínio de 25 andares e 150 apartamentos na rua Conde de Irajá.
Parte dos jovens, no entanto, alega que apenas queria receber o dinheiro do ingresso de volta. A festa, anunciada como "open bar", custava R$ 20 para quem colocava o nome na lista, R$ 25 para quem pagava na hora e R$ 40 em uma "área VIP".
| Estevão Bertomi/Folhapress | ||
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| Adolescente divulga convite de festa no Facebook e atrai mais de 400 pessoas na porta do prédio em SP |
"Já liguei para minha amiga e falei que miou, não vai dar para entrar", disse a estudante Leila, 14, que esperava na porta do prédio. Após a chegada da PM, por volta das 17h10, os jovens começaram a se dispersar.
A subsíndica do edifício, que pediu para não ser identificada, justificou o impedimento da festa. "Eu estava vindo tranquila do meu tai chi chuan e tem isso. Botei para fora. Não vai entrar e acabou. Tomei vaia de alguns, e daí?"
Segundo ela, a festa tinha sido autorizada pelo pai de um dos jovens que organizava o evento, mas o condomínio não sabia que, no Facebook, a festa já tinha cerca de 600 pessoas confirmadas.
De acordo com a subsíndica, o fato de haver bebida para menores era inaceitável. "São jovens de escolas boas. E os pais pagam uma fortuna pra isso?", disse.
Segundo a PM, o movimento já havia sido dispersado por volta das 18h45.
Duas horas depois, alguns jovens ainda apareciam na porta. A maioria não conhecia os organizadores da festa. "Recebi o convite por amigos. Mas quem estava fazendo eu não sei quem era não", disse o estudante Allan, 16.
A Folha tentou localizar os organizadores e pais dos responsáveis pela festa, mas não conseguiu contato. A festa teve a ajuda de um jovem que não mora no prédio. Francisco, 17, amigo de um deles, disse que o colega fez a festa escondido. "A mãe dele nem sabe. Ela foi viajar."
Moradores e vizinhos disseram que o acesso à rua ficou prejudicado. "Levei 15 minutos para descer a rua", disse Aline Ramos, 23. Após o tumulto, a festa da multidão virou comentário entre os moradores. "Parecia saída da prova do Enem", brincou um dos moradores, que não quis divulgar o seu nome.
*Extraído de FolhaOnlineLIDERANÇA
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Efésios se divide em duas partes: do capítulo 1-3, onde Paulo fala como podemos ter uma nova vida em Cristo, descrevendo no capítulo 1 como fomos escolhidos pelo Pai, comprados pelo Filho e selados pelo Espírito Santo.
No capítulo 2.1-3, ele fala como estávamos mortos em nossos pecados e delitos, vivendo segundo nossa própria natureza natural e pecaminosa, mostrando como éramos filhos da ira.
Em 2.10, ele mostra que somos feitura de Deus, criados para boas obras.
Em 2.4-9 ele diz que somos o que somos pela graça do Senhor. A mensagem do novo nascimento precisa sempre ser pregada. É aí que tudo começa. Não adianta ser membro de igreja, é preciso nascer de novo.
Até que a pessoa não tenha uma nova vida em Cristo, nada vai acontecer em sua vida. É isso que Paulo mostra nos 3 primeiros capítulos.
A partir do capítulo 4, ele faz uma transição daquilo que ele vem dizendo com "rogo-vos, pois, eu..." Ê a palavra "pois" que indica esta transição.
"Agora que vocês são povo de Deus, quero mostrar como vocês devem viver". É isso que significa o verbo andar usado em 4.1; 4.17; 5.2; 5.8 e 5.15.
Andar significa a maneira como vivemos, conduta, estilo de vida. Uma vez que fomos salvos, reconciliados com Deus, devemos andar de maneira digna. É nesse contexto que Paulo fala da vida familiar.
O pastor e sua responsabilidade com sua esposa - (5.22-23)
A esposa deve ser submissa e respeitar o marido. O marido deve amar a esposa e ser o cabeça e isso implica em liderança. Entenda, liderança não é autoritarismo. O homem tem que ter o mesmo amor, para com sua esposa, que Cristo teve com a Igreja, e por ela ele morreu, e morte de Cruz. Pense nisso...
Para que o pastor possa ter autoridade de ministrar a Palavra de Deus, primeiramente ele precisa estar vivendo esta Palavra em sua casa, em seu lar. É muito fácil para mim e para você pregar um sermão dizendo o que o povo deve fazer.
Com um pouco de habilidade e um bom dicionário é fácil montar um sermão e falar bonito, principalmente usando palavras que o povo não entende. Mas, a realidade da vida cristã começa em casa, com a esposa e filhos. Havia um menino que queria mudar para a igreja e quando sua mãe lhe perguntou por que, ele respondeu: "porque lá na igreja papai é um santo, mas aqui em casa ele é um capeta".
Cabeça da mulher - (5.23)
Deus colocou o marido como cabeça da mulher e isso implica em liderança. Isso não quer dizer que a mulher é inferior ao marido. É uma questão de posicionamento dentro da família. Deus determinou assim e Ele é mais sábio do que eu e você. Deus delegou ao marido uma posição de autoridade na vida familiar.
Precisamos entender bem o que é autoridade. A palavra não traz a idéia de "descer o *opa*", gritar ou pular para ser obedecido. Pelo contrário, devemos exercer a liderança pela qualidade de vida que temos.
A palavra autoridade na Bíblia é formada por uma preposição que significa "para fora" mais a raiz do verbo "ser". Literalmente seria aquilo que você é de dentro para fora.
Creio ser esta a maneira correta e bíblica que a liderança deve ser exercida quer na família, quer na igreja, ou em qualquer outro lugar em que você esteja em posição de autoridade dada por Deus.
A liderança é reconhecida pela qualidade de vida que você tem e não por imposição. O dia em que você precisar bater na mesa e dizer: o líder nesta casa sou eu, você já perdeu a liderança há muito tempo.
A liderança bíblica é uma liderança responsável. O líder é aquele que assume a responsabilidade pelo andamento da vida familiar.
Se as crianças vão mal na escola esse problema não é da sua esposa, mas seu, porque você é líder. Quando uma firma vai à falência, o dono é o responsável, aquele que está no comando.
Se a igreja vai mal, não é culpa dos membros, mas do líder. Ao dar a posição de liderança, Deus nos deu autoridade e responsabilidade. Eu sou responsável pela minha casa.
Um bom líder vai sempre procurar conversar bastante com sua esposa. Isso implica em ter um bom relacionamento. O marido sábio, antes de uma decisão, vai procurar saber as idéias, sentimentos, opiniões, medos e desejos da sua esposa, mas a palavra final pertence a ele.
Se por acaso ele muda de idéia por causa da opinião da esposa, e a coisa não dá certo, ele não pode culpá-la por isso. Ele precisa assumir a responsabilidade. Há maridos que, querendo fugir de problemas, jogam para a esposa a responsabilidade das decisões.
Isso está errado. Como pastores sabemos que a maioria das igrejas tem muito mais mulheres do que homens.
Qual a razão disso? Em grande parte é porque os homens não têm assumido o seu papel de líderes primeiramente nos lares e depois na igreja.
Se os homens não assumem a liderança, as mulheres acabam assumindo. Essa omissão por parte dos homens tem trazido sérias conseqüências para os lares e igrejas.
Em Tito 1.5-9, Paulo mostra quais as qualidades que Deus exige de nós como homens de Deus e esse é o padrão a ser seguido pela liderança.
Amar a esposa - 5.25
Paulo apresenta dois padrões de amor: como Cristo amou a igreja (5.25) e como a seus próprios corpos (5.28 ). Cristo viveu e morreu pela igreja. Isso significa dar tudo de si.
Amar como ao nosso corpo. Todos conhecemos esse padrão. Todos sabemos o valor que damos aos nossos próprios corpos. O que você faz quando está doente? Quanto tempo você dedica ao seu corpo? É esse mesmo tipo de cuidado que você tem tido para com sua esposa?
As pessoas vão se interessar por aquilo que temos a dizer se virem em nós uma vida diferente transformada pelo poder de Deus.
Viver a vida cristã no lar com discernimento - (1Pe 3.7)
Pedro diz que precisamos ter sensibilidade para com as necessidades da nossa esposa. No verso 6, ele chama nossa atenção para a vida bonita de Sara. Um exemplo de submissão. Era uma mulher bonita exteriormente mas muito mais bonita interiormente.
No verso 7, ele fala para os maridos, mas não fala nada de Abraão. Todos sabemos que Abraão, o grande homem de Deus falhou na sua vida familiar. Ele usou Sara para seus propósitos.
Pastor, cuidado para não ser "um grande homem de Deus" fora do seu lar e um marido medíocre dentro do lar.
O que sua esposa pensa de você?
Certa ocasião um pastor sentiu que seu relacionamento com a esposa não ia bem e relacionou alguns itens para que ela o avaliasse. Colocou: comunicação, carinho, atenção, educação de filhos, minha vida como pastor, etc., e pediu que ela desse notas de 0 a 10.
Na área de comunicação ela deu nota 01. Aí, ele desconfiou que estava mal mesmo e Deus precisava lhe dar graça para mudar.
Como é que sua esposa o vê? Certas esposas vêem seus maridos muito envolvidos no ministério, correndo de lá para cá, fazendo muitas coisas, pregando, evangelizando, etc., mas em casa eles são grosseiros e mal-educados.
Como sua esposa o vê? Pergunte a ela. Dê-lhe liberdade para falar, não se justifique. Aprenda a ouvir e tenha disposição para mudar o que está errado.
*Mudado e acrescido por Rodrigo Matias do texto de Ismael Sperandio

Igreja mineira e Diante do Trono indenizam em R$15 mil ex diretor
Por comercializarem obra de animação sem mencionar os créditos do diretor de vídeo responsável, a Igreja Batista da Lagoinha e o Ministério do Louvor Diante do Trono foram condenadas a indenizá-lo em R$ 15 mil por danos morais. A decisão é do juiz da 14ª Vara Cível de Belo Horizonte, Marco Aurélio Ferrara Marcolino, que determinou a incidência de juros e correção monetária sobre o valor da condenação. De acordo com o juiz, a reparação do dano é devida já que “a obra foi repassada até mesmo na TV, como assumiu a própria igreja, sem que fosse dado o crédito ao autor”.
O autor da ação alegou que, em 2002, desenvolveu, como diretor e roteirista, trabalho de animação referente ao vídeo “Crianças Diante do Trono”, do Ministério do Louvor Diante do Trono. Segundo ele, o Ministério age sob comando da Igreja Batista da Lagoinha. Disse que seu trabalho poderia ser reproduzido em DVD e vídeo, por meio do contrato de cessão de direitos, ficando expressamente previsto que todas as reproduções deveriam mencionar os créditos de criação e direção do autor.
Contou que, diferentemente do combinado, os réus fizeram cópias da obra, colocando-as à venda, sem que fossem dados os créditos ao diretor. Informou ainda ter sido seu trabalho publicado no Youtube e veiculado na TV Bandeirantes também sem os devidos créditos. Por isso, ele pediu indenização por danos morais e materiais.
O Ministério do Louvor Diante do Trono contestou. Alegou que sempre inseriu os referidos créditos do autor em todas as obras comercializadas. Argumentou também não ser cabível pedido de danos morais e que não há danos materiais a serem reparados. A Igreja Batista da Lagoinha requereu a total improcedência dos pedidos do autor.
A Google do Brasil também contestou. Alegou, inicialmente, ilegitimidade passiva (não poderia figurar como ré na ação). Argumentou também que não havia elementos suficientes para obrigá-la a indenizar, além de impossibilidade de fiscalização prévia do Youtube. Por fim, alegou não ter praticado qualquer ato ilícito.
Para o juiz, a alegação de ilegitimidade passiva pela Google procede, já que a empresa apenas divulgou o trabalho do diretor sob responsabilidade do Ministério do Louvor Diante do Trono e da Igreja Batista da Lagoinha. No entendimento do juiz, a Google deve ser excluída da ação, pois ficou demonstrado que a empresa não possui vínculo com o diretor. “O direito aos créditos sequer foi contratado com ela”.
Quanto ao dano moral, ele se baseou em documentos do processo para verificar que havia previsão expressa para que todas as reproduções em qualquer mídia mencionassem os créditos ao diretor, o que não foi feito. Para o juiz, os danos morais foram demonstrados pelo autor, que não teve os créditos devidamente atribuídos ao trabalho por ele desenvolvido. Ele considerou essa situação como geradora de aborrecimentos, desapontamentos e sentimento de injustiça.
Em relação ao dano material, entendeu que não foram apresentadas provas consistentes de prejuízo. “É importante observar que a cessão de direitos concedida pelo autor se deu de forma gratuita”, completou o juiz. Desta decisão, cabe recurso.
*Fonte: TRJ-MG

Diz o ditado que a primeira impressão é a que fica. Quando o assunto é mercado de trabalho, porém, pode-se dizer que a "última impressão" também é fundamental. Todo cuidado é pouco na hora de pedir demissão. Não é porque surgiu uma oportunidade de trabalho mais interessante - seja do ponto de vista profissional, financeiro ou mesmo pessoal - que vale descuidar da imagem na hora de se desligar de uma empresa. Mas existe uma forma correta de pedir demissão? Como sair de um emprego sem fechar as portas?
"Uma carreira é muito mais do que a posição ocupada e o salário recebido no momento presente, é algo que se constrói ao longo da vida. Por isso, não se deve enxergar apenas os ganhos em curto prazo; na hora de mudar de emprego é muito importante deixar uma boa imagem na empresa anterior ainda que seja para tê-la sempre como referência", frisa Roberto Gandara, consultor em desenvolvimento de pessoas da Organização das Nações Unidas (ONU). De acordo com ele, o mercado de trabalho está diretamente relacionado às redes de contato estabelecidas ao longo da carreira. "Ter bons relacionamentos faz toda a diferença e é imprescindível para um bom profissional. Sendo assim, é preciso ter consciência de que o mundo dá voltas, uma vez que não se pode prever o amanhã. E se no futuro você precisar voltar para o emprego anterior? ".
Gratidão, honestidade e disposição
Para Eliane Franco Figueiredo, diretora da Projeto RH, empresa especializada em Recursos Humanos, na hora de comunicar o desligamento de uma organização o profissional deve sempre procurar seu chefe imediato para uma conversa. "O primeiro passo é agradecer pela oportunidade e pelos aprendizados proporcionados pela função até então desempenhada dentro da empresa", diz. Em seguida, deve-se expor os principais motivos que o levaram a tomar a decisão. "Podem ser inúmeras razões, desde a oferta de um cargo mais desafiador até uma proposta de salário mais atraente. O que muitas pessoas precisam lembrar é que este não é um momento de lavar roupa suja, discutindo situações passadas".
Por último, é importante colocar-se à disposição da empresa para finalizar projetos em andamento e "passar o bastão" para o profissional que ocupará sua função. "Por mais que o novo empregador diga que precisa do funcionário recém-contratado o mais urgente possível, é necessário negociar com todas as partes envolvidas durante o período de transição", ressalta Eliane. Ela afirma que expor que você precisa de um determinado tempo para finalizar projetos que já estão em andamento no emprego anterior e passar as coordenadas e informações para seu substituto pode, inclusive, causar uma boa impressão para o futuro chefe, uma vez que ele perceberá que está contratando um profissional responsável e sério com os compromissos assumidos anteriormente. "Consequentemente ele concluirá que também não corre o risco de ser abandonado abruptamente por este mesmo profissional amanhã”.
Portas sempre abertas
A publicitária Luciana Sato conta que trabalhou em uma empresa de cosméticos entre 2004 e 2008. "Eu já era consultora antes de entrar para a empresa, ou seja, vendia os produtos e tinha muito interesse pela marca. Quando decidi entrar de fato para o time foi maravilhoso: estar lá dentro me possibilitou inúmeros aprendizados”, afirma. “Trabalhei em várias funções e me tornei muito próxima da minha gestora, ficamos amigas”.
Depois de quatro anos, no entanto, Luciana recebeu uma nova proposta de trabalho. "Outra empresa me convidou para ocupar um cargo de destaque e isso acrescentaria muito para minha carreira. Então o que fiz foi chamar a minha gestora para uma conversa e abrir o jogo. Ela, por incrível que pareça, foi a primeira a me apoiar. Aliás, na minha opinião, o bom gestor é aquele que reconhece e incentiva seu subordinado em momentos como esse, quando surgem oportunidades valiosas e promissoras para seu desenvolvimento profissional”. O desligamento de Luciana foi conduzido de forma tão tranquila que até hoje a publicitária presta serviços para a empresa.
Blefar, jamais!
Miguel Caldas, autor do livro "Demissão: Causas, Efeitos e Alternativas para Empresa e Indivíduo" (Editora Atlas), destaca que muitos profissionais utilizam o pedido de demissão como um recurso para atrair novas propostas dentro da própria empresa. "O indivíduo só deve comunicar o seu desligamento se estiver 100% decidido de que quer deixar o trabalho, jamais arquitetando uma possível contraproposta”, ressalta. “Isso porque esse tipo de comportamento pode comprometer sua carreira futuramente na organização”. Assim, usar a demissão como uma alavanca pode ser interpretado como blefe.
Para ele, caso o profissional esteja buscando reconhecimento profissional ou financeiro dentro da empresa, deve batalhar enquanto ainda é funcionário: "O pedido de demissão só deve ser feito depois que se esgotaram todas as possibilidades e, de fato, houver uma proposta mais atraente em outra instituição". Rodolpho da Silva Souza, mestre em Planejamento e Desenvolvimento Profissional e professor de Gestão de Pessoas no Centro Universitário Leonardo da Vinci, acrescenta que, caso uma contra-proposta seja feita, é preciso ter certeza do que realmente se deseja: “Esteja convicto de que não quer mais fazer parte da empresa, pois se aceitar e se arrepender depois, a situação pode deixa-lo mal”.
O gerente de projetos Fernando Mortara vivenciou recentemente uma situação delicada na hora de pedir demissão. "Passei um ano dentro de uma empresa desenvolvendo um projeto de tecnologia, no entanto, estava apenas alocado, pois era funcionário de uma prestadora de serviços”, lembra. “A questão é que a própria empresa quis me contratar”. Mortara explica que esse tipo de "assédio" de empresas compradoras de serviços com profissionais "alugados" de empresas terceiras é muito comum no mundo corporativo. "Não é um comportamento muito aceitável, porém acontece com frequência. Por isso, assim que recebi o convite fui conversar com meu gestor e expliquei a situação. Ele foi muito receptivo e chegou a dizer que não faria uma contraproposta porque sabia que eu não estava especulando e que se me oferecesse um aumento de salário naquele momento talvez eu me perguntasse o porquê de a empresa não ter me reconhecido anteriormente".
Sem deslizar nos últimos passos
Cumpra o aviso prévio. “Não cometa o erro que muitas pessoas cometem de pedir demissão e, já no outro dia, não aparecer na empresa”, diz Rodolpho de Souza. “Lembre-se que a demonstração de não comprometimento com a antiga empresa pode até fechar portas para novas oportunidades”. Não fale em dinheiro e não fale mal de ninguém: “Falar mal de quem lhe deu uma oportunidade não é legal; seja maduro e respeitoso. Saiba que é só uma quebra de contrato”. Souza aconselha a pessoa a sair pela porta principal, procurando sempre não deixar nenhum mal entendido. “Mostre que você é, antes de qualquer coisa, um profissional”. Dessa forma, todos saberão que você está aberto e procura novos desafios, e por essa razão está agora se desligando da empresa.
Caso a empresa ou algum funcionário demonstre insatisfação com o pedido de demissão, a dica é manter a posição e conduta de bom profissional até o fim. “Não arme o ‘barraco’”, brinca Souza.