Mostrando postagens com marcador opinião. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador opinião. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 1 de julho de 2011

O conflito do ser: resultado da esperança



"Devemos aprender a viver juntos como irmãos ou perecer juntos como tolos". Martin Luther King



Respeitar não quer dizer concordar. E muitas vezes significa conviver e confiar.

O grande problema da igreja é que ela tem respeitado as decisões das pessoas e não tem confrontado elas a mudança e assim, se esquecendo de mostrar ao mundo a Verdade. Dessa forma, cada vez mais o mundo tem entrado na igreja através desse falso ‘respeito’ e hoje vemos não mais uma igreja sarada e sim maculada, cheia de feridas e traumas não curados. E nós permanecemos, muitas vezes, no comodismo ou na ignorância, agindo na força do braço, achando que dessa forma venceremos coisas que só precisam de uma decisão e de uma entrega nossa.


Todos erramos, e Jesus não morreu na Cruz apenas por um único grupo étinico, uma única opção sexual, um único posiconamento politico, uma única condição financeira; mas por todos!!! Indistintamente.

Não é com raiva e intolerância que se apresenta um Deus que têm um amor incondicional e uma misericórdia incrível.

"Para que outros possam viver, vale a pena morrer". Que voltemos a ser os radicais, exagerados, fanáticos para o mundo, mais sermos limpos e não agindo na religião. Tendo sempre nossas atitudes e palavras caminhando juntas, não esperando nada em troca de um ato de amor ou até mesmo de caridade, apenas vivendo o Reino de DEUS e não o nosso. E isso tudo serve totalmente pra mim!


Adaptado por Rodrigo Matias de textos de Juliane Pinheiro e Eliana Souza

quarta-feira, 18 de maio de 2011

*STF reescreve Constituição




*Texto de William Douglas (Juiz Federal)

A decisão do STF, de ser comemorada e criticada, é apenas mais um round na luta irracional que se desenvolve entre religiosos e o movimento gay. O STF acertou na decisão, mas errou em sua abordagem. Ao invés de interpretar a Constituição, ousou reescrevê-la sem legitimidade para tanto. Mas, que razões levaram a Corte Suprema a isso? A imperdoável incapacidade dos contendores de agir de forma tolerante, democrática e respeitosa. A terrível
intenção, de ambos os lados, de forçar o outro a seguir seus postulados, em atentado contra a liberdade de escolha, opinião e crença.

Quem ler os relatos contidos em anais da constituinte verá que incluir o casamento gay na Constituição foi assunto derrotado nas votações. O STF mudar esse conceito e ignorar a decisão do constituinte originário é ativismo judicial da pior espécie, mas o STF tem suas razões: os religiosos, ao invés de negociar uma solução, se negam a mexer na Constituição.

O erro da intolerância, o movimento gay também comete ao tentar impor um novo conceito de casamento ao invés da aceitação da união civil estável homoafetiva, e mais ainda, ao defender um projeto de lei contra homofobia que desrespeita a liberdade de opinião e religiosa (PLC 122). Isso para não falar do "kit gay", uma apologia ofensiva e inaceitável para grande parcela da população. Não há santos aqui, só pecadores. Em ambos os lados.

Erram os religiosos ao querer impedir a união civil homossexual, calcando-se em suas crenças, as quais, evidentemente, não podem ser impostas à força. Mas erra também o movimento gay em querer enfiar goela abaixo da sociedade seus postulados particulares. Vivemos uma era de homofobia e teofobia, uma época de grupos discutindo não a liberdade, mas quem terá o privilégio de exercer a tirania.

Negar o direito dos gays é tirania dos religiosos. De modo idêntico, impor sua opinião aos religiosos, ou calá-los, ou segregá-los nas igrejas como se fossem guetos é tirania do movimento gay. Nesse diálogo de surdos, o STF foi forçado a decidir em face da incompetência do Congresso, dos religiosos e do movimento gay, pela incapacidade de se respeitar o direito alheio.

Anotemos os fatos. O STF existe para interpretar a Constituição, não para reescrevê-la. Onze pessoas, mesmo as mais sábias, não têm legitimidade para decidir em lugar dos representantes de 195 milhões de brasileiros. Os conceitos "redefinidos" pelo STF são uma violência contra a maioria da população. Nesse passo, basta ler o artigo Ulisses e o canto das sereias: sobre ativismos judiciais e os perigos da instauração de um terceiro turno da
constituinte, de Lênio Luiz Streck, Vicente de Paulo Barreto e Rafael Tomaz de Oliveira, disponível em meu blog (http://blogwilliamdouglas.blogspot.com/2011/05/ulisses-e-o-canto-das-sereias.html). O resumo: apenas Emenda à Constituição pode mudar esse tipo de entendimento. O problema: a maioria se recusa a discutir uma solução contemporizadora que respeite e englobe a todos.

O Supremo agiu bem em alertar sobre a incapacidade das partes de resolverem seus problemas no Congresso, mas errou em, ao invés de se limitar a assegurar direitos de casais discriminados, invadir o texto da Constituição para mudá-lo manu militari.

O STF não se limitou a garantir a extensão de direitos, mas quis reescrever a Constituição e modificar conceitos, invadindo atribuições do Poder Legislativo. Conceder aos casais homossexuais direitos análogos aos decorrentes da união estável é uma coisa, mas outra coisa é mudar conceito de termos consolidados, bem como inserir palavras na Constituição, o que pode parecer um detalhe aos olhos destreinados, mas é extremamente grave e sério em face do
respeito à nossa Carta Magna. “Casamento” e “união civil” não são mera questão de semântica, mas de princípios. Nem por boas razões o STF pode ignorar os princípios da maioria da população e inovar sem respaldo constitucional.

Enfrentar discriminações é louvável, mas agir com virulência contra os conceitos tradicionais, e, portanto, contra o Congresso e a maioria da população, diminui a segurança jurídica diante da legislação. A tradição existe por algum motivo e não deve ser mudada pelo voto de um pequeno grupo, mas pela consulta ao grande público ou através de seus representantes, eleitos para isso.

O art. 1.726 do Código Civil diz que uma união estável pode ser convertida em casamento mediante requerimento ao juiz. Ora, pelo que o STF decidiu, foi imposto, judicialmente, o casamento gay. Até os ativistas gays, os moderados, claro, consignam o cuidado de não se chamar de casamento a união civil.

Os ativistas não moderados, por sua vez, queriam exatamente isso: enfiar goela abaixo da maioria uma redefinição do conceito de casamento. Não se pode, nem se deve, impedir que um casal homossexual viva junto e tenha os direitos que um casal heterossexual tem, mas também não se pode impor um novo conceito que a maioria recusa.

Abriu-se, em uma decisão com intenção meritória, o precedente de o STF poder substituir totalmente o Congresso.
Salvo expressa determinação da Constituição para que o faça, quando o Congresso não legisla sobre um tema, isso significa que ele não quer fazê-lo, pois se quisesse o teria feito. Há um período de negociação, existem trâmites, existem protocolos. O STF não pode simplesmente legislar em seu lugar, tomar as rédeas do processo legislativo.

Mas, que o Congresso e as maiorias façam sua mea culpa em não levar adiante a solução para esse assunto. O STF deve proteger as minorias, mas não tem legitimidade para ir além da Constituição e profanar a vontade da maioria conforme cristalizada na Constituição. O que houve está muito perto de criar, pelas mãos do STF, uma ditadura das minorias, ou uma ditadura de juízes. O STF é o último intérprete da Constituição, e não o último a
maculá-la. Ou talvez o primeiro, se não abdicar de ignorar que algumas coisas só os representantes eleitos podem fazer.

Precisamos caminhar contra a homofobia e o preconceito. E também precisamos lembrar que cresce em nosso meio uma nova modalidade de preconceito e discriminação: a teofobia, a crençafobia e a fobia contra a opinião diferente – o que já vimos historicamente que não leva a bons resultados.

O PLC 122, em sua mais nova emenda, quer deixar ao movimento gay o direito de usar a mídia para defender seus postulados, mas nega igual direito aos religiosos. Ou seja, hoje, já se defende abertamente o desrespeito ao direito de opinião, de expressão e de liberdade religiosa. Isso é uma ditadura da minoria! Isso é, simplesmente, inverter a mão do preconceito, é querer criar guetos para os religiosos católicos, protestantes, judeus e
muçulmanos (e quase todas as outras religiões que ocupam o planeta) que consideram a homossexualidade um pecado.

Sendo ou não pecado, as pessoas têm o direito de seguir suas religiões e expressar suas opiniões a respeito de suas crenças.

E se o STF entender que o direito de opinião e expressão não é bem assim? Isso já é preocupante, porque o precedente acaba de ser aberto. E se o STF quiser, assim como adentrou em atribuições do Congresso, adentrar naquilo que cada religião deve ou não professar?

O fato é que as melhores decisões podem carregar consigo o vírus das maiores truculências. Boa em reconhecer a necessidade de retirar do limbo os casais homossexuais, a decisão errou na medida. Quanto ao mérito da questão, os religiosos e ativistas moderados deveriam retomar o comando a fim de que a sociedade brasileira possa conviver em harmonia dentro de nossa diversidade.

__________________________________________________________


Não conheco o autor do texto, suas crença ou opniões quanto a outros temas e assuntos. Mas tenho que admitir, esse é um dos textos mais equilibrados que li, até o momento, sobre a PLC 122/06.

Vale registrar que a religião perdeu o seu sentido etmológico original, de "ligar a Deus", e passou a ser uma instituição de meras regras e conceitos. O Cristianismo do primeiro século nem de logem lembra as atuais "religiões cristãs", incluindo protestantismo, catolicismo, espiritismo dentre outras.

Mas, como já disse em textos anteriores, é assegurado na constiuição a liberdade de crença e culto. E vemos nesses dias essa liberdade sendo ameaçada.

No entanto é importante lembrar que o periódo em que a cristandade mais se expandiu, foi durante o periódo de maior perseguição. Tudo na vida tem um próposito e um significado, inclusive as mudanças atuais.

Pense nisso...

domingo, 31 de outubro de 2010

A Nova ordem do Brasil



"Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões, e ações de graças, por todos os homens; Pelos reis, e por todos os que estão em eminência, para que tenhamos uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade." I Timóteo 2:1-2


"Toda alma esteja sujeita às autoridades superiores; porque não há autoridade que não venha de Deus; e as autoridades que há foram ordenadas por Deus. Por isso, quem resiste à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação." Romanos 13:1-2


Passadas a eleições, faço uma breve reflexão desse nosso novo contexto político, histórico e espiritual.

Não esperem de mim uma "rasgação de seda" pela vitória da nova presidenta, de igual modo, não esperem condolências ao candidato derrotado, por voto livre e direto. Quero me distanciar, também, das criticas ao "lideres evangélicos", que, nessas eleições em especial, causaram grander conturbação com seus discursos inflamados, que pendiam mais para questões pessoais do que a legitimidade da Palavra de Deus.

Depois de ouvir o primeiro pronúnciamento da nova presidenta, me veio novamente a Palavra que orei desde a última sexta-feira, a caminho de uma reunião de trabalho, porém, em jejum à Deus por discernimento. As duas passagens biblicas descritas acima.

Gostem alguns, ou não, temos uma nova ordem no Brasil.

Dilma Rousseff: Sim, a mulher pode.

Dilma Rousseff: Prefiro o barulho da imprensa livre, ao silêncio da ditadura.

Essas frases, ficaram, para mim, ressaltadas no primeiro pronunciamento da nova presidenta. E aqui registro uma intrução do apóstolo Pedro, para aqueles "cristãos" que não concordam com o resultado anunciado:

"Por amor do Senhor, sede submissos, pois, a toda autoridade humana." I Pedro 2:13

Como pastor, reconheço a autoridade máxima da Bíblia Sagrada; e como professor de história, tenho desenvolvido um senso crítico e analítico do novo estado instituido no Brasil.

Muitos "evangélicos" temem a perseguição a igreja. Um alerta a esses: Quanto mais a igreja é perseguida, mais ela cresce; a história nos prova isso. Quero deixar claro que, quando falo "igreja", me refiro ao Corpo de Cristo, não uma organização evangélica, católica ou outra de qualquer espécie.

Outros tantos, pensam que a nova presidenta é solução de todos o problemas, cuidado. Todo apoio deve ser dado com responsabilidade, e deve ser fiscalizado. Apartir de agora é exigir, isso mesmo, exigir que a nova autoridade instituida faça um governo de igualdade e desenvolvimento a todos, indistitamente.

Karl Marx já disse: "Não é a consciência do homem que lhe determina o ser, mas, ao contrário, o seu ser social que lhe determina a consciência."

De igual modo ratificou Marx: "Os filósofos limitaram-se a interpretar o mundo de diversas maneiras; o que importa é modificá-lo."




É esse o momento da transformação. Cristãos, o que nos importa é pregar a cruz e a Salvação, através de Cristo Jesus, independente do governo estabelecido. Seres políticos, partidários ou, como eu, apartidários (até o momento), a mudança é feita através de ações e de influências, discutam soluções e não somente os problemas.

Abaixo uma sugestão de leitura:

http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/ha-varias-dilmas-em-dilma-resta-saber-qual-vai-governar-o-brasil


No final, o fato é um só: Mais um vez o Brasil fez historia, agora, elegendo, pela primeira vez em sua história, uma mulher para o mais elevado cargo executivo do país.

Independente de minhas opiniões pessoais, parabéns a Nova Presidenta do Brasil: Dilma Rousseff. Que Deus lhe dê sabedoria, as hostes do mal se afastem de Ti e os homens trabalhem para o desenvolvimento de um Brasil melhor.


Arquivo do blog