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terça-feira, 31 de dezembro de 2013

PLC 122 - O fim de um novo começo




2013 foi um ano interessante para os homoafetivos, seus simpatizantes e opositores.

Escrevi sobre isso em alguns artigos esse ano, se quiser ler, ou reler, é só clicar nos links abaixo:

Direitos iguais ou iguais direitos

Cura gay - como curar o que não é doença?


Mas em dezembro aconteceu um fato curioso...

Ironicamente, no dia 17 de dezembro foi aprovado o apesamento da Projeto de Lei Constitucional 122 para a reforma do código penal. Digo ironicamente, pois, no dia 17 de maio deste ano foi aprovado o reconhecimento do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. É muita "coincidência" que precisos 7 meses depois aconteça esse fato com a PLC 122.

Não quero aqui chover no molhado... Se quiser saber mais da minha opinião sobre o  casamento civil entre pessoas do mesmo sexo leia o texto "Direitos iguais ou iguais direitos acima", você vai se supreender...

Apesar das manifestações "educadas" do nobre deputado Jean Wyllys, que, é claro, após a repercussão negativade seus comentários ele os retirou das suas redes sociais...


 

A PLC 122, foi sepultada. Será?

Em outra rede social o nobre deputado afirmou de forma categórica:




A questão agora é jurídica, onde acredito que é seu lugar.

Em duas cidades da minha região aconteceram pela primeira vez a Marcha LGBT, em Barra Mansa e Volta Redonda. É curioso pensar que após esse fato houve essa reviravolta toda. Não acredito em coincidências, mas deixo a conclusão para você, nobre leitor dessas linhas.

Sou totalmente contra a violência aos homoafetivos, e qualquer pessoa (se é que posso chama-los assim) que agrida de forma verbal ou fisica alguém em pleno século XXI por causa de identidade de gênero e/ou orientação sexual deve sim sentir os rigores da lei.

 

Você sabia, por exemplo, que 44% dos crimes de homofobia denunciados no mundo ocorreram no Brasil ano passado? A homofobia existe, e ela mata. Veja no link abaixo:

Homofobia mata

Por isso digo que os rigores da lei precisam ser aplicados nesse caso.

Odeio todo e qualquer tipo de discriminação e preconceito. Seja ele de gênero, identidade, religião ou étinia.

Mas veja, existe preconceito e discriminação dos dois lados.



Existem idiotas religiosos, como existes ativistas gays idiotas. Assim como existem bons cristãos, e bons defensores dos direitos humanos.

Sempre digo que falta mais respeito em nossa sociedade atual.

A palavra respeito vem do latim "respectus", que significa atenção ou consideração. Gosto deste significado mais do que o atual significado dado pela língua portuguesa.

O dia que aprendermos a dar atenção ou consideração a alguém, mesmo que tenhamos discordâncias, seremos melhores.









quarta-feira, 2 de março de 2011

*Deputado homossexual mira igrejas evangélicas


Deputado gay, ex BBB mira igrejas evangélicas para manter polêmica

Para frear contestação de benefício no Imposto de Renda para casais homossexuais, deputado ameaça questionar falta de prestação de contas por parte das igrejas.


Primeiro gay a se eleger deputado federal defendendo a bandeira dos homossexuais, Jean Wyllys (Psol-RJ) anuncia uma contra-ofensiva à iniciativa de parlamentares evangélicos de tentar derrubar a principal novidade da declaração do Imposto de Renda deste ano: a inclusão de parceiros homossexuais como dependentes para fins de dedução fiscal. O deputado disse que vai discutir esta semana com outras lideranças da Frente Parlamentar Mista pela Cidadania GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgênero), ainda em reestruturação, uma maneira de barrar o movimento articulado pelo deputado Ronaldo Fonseca (PR-DF), que considera o benefício ilegal.


Jean Wyllys afirmou ao Congresso em Foco que pretende utilizar o mesmo argumento “legalista” do colega, que é pastor da Assembléia de Deus, para cobrar que as igrejas, que têm imunidade fiscal, passem a prestar contas à sociedade. “Posso recorrer também à legalidade para exigir do ministro da Fazenda que ele explique por que as igrejas não prestam contas à sociedade. Se os partidos políticos prestam, por que igrejas não?”, questionou.


Pastor da Assembléia de Deus, Ronaldo Fonseca tem em mãos desde a quinta-feira passada um parecer técnico elaborado na Câmara (leia a íntegra) que contesta a concessão dos benefícios aos homossexuais, conforme revelou o Congresso em Foco. O deputado do DF estuda recorrer à Justiça e apresentar um projeto de decreto legislativo para sustar os efeitos da portaria da Fazenda que garantiu o benefício aos homossexuais. Ele também cogita chamar à Câmara o ministro Guido Mantega para dar explicações sobre sua portaria.


Apoiado no parecer, o deputado alega que a medida é inconstitucional, viola o artigo 226 da Constituição e precisaria do aval do Congresso para entrar em vigor. Ronaldo busca apoio da Frente Parlamentar Evangélica, que deve se decidir sobre o assunto nos próximos dias. “Na canetada, eu não vou [aceitar], não. Tem de ter o debate”, disse Ronaldo Fonseca na quinta-feira.



“Motivação homofóbica”


“Ele disse que na canetada, não. Eu digo que no grito da falsa legalidade, nós também não vamos aceitar”, respondeu Jean Wyllys. Para o parlamentar, a ofensiva evangélica sobre o assunto tem motivação homofóbica. “A máscara do discurso deles é da legalidade, mas isso tem uma motivação homofóbica disfarçada”, acusou.


O deputado fluminense ressalta que a portaria que beneficia os homossexuais está amparada em parecer da Procuradoria-Geral da Fazenda, que está ancorado, por sua vez, no artigo 87 da Constituição, que define os poderes de Estado, e também no artigo 5, que diz que “todos são iguais perante a lei” no Brasil. Para ele, a portaria da Fazenda é legal. “O direito é extensivo aos homossexuais. Em nenhum momento, a lei diz que companheiro ou companheira tem de ser heterossexual. Pode ser tanto homossexual ou heterossexual”, afirmou o deputado.


Jean Wyllys diz que vai tratar do assunto na terça-feira em reunião com a deputada Manuela D’Ávila (PCdoB-RS) e na quarta, com a senadora Marta Suplicy (PT-SP), responsáveis pela reativação da frente parlamentar que defende os direitos dos homossexuais. O deputado também rebate o argumento utilizado por Ronaldo Fonseca, sustentado no parecer da Câmara, de que o governo está abrindo precedente a outras categorias ao atender às reivindicações dos homossexuais.



Impacto


Ele conta ainda que pediu um estudo à sua assessoria técnica para levantar de quanto será a renúncia fiscal com a dedução do Imposto de Renda por parceiros do mesmo sexo. “O impacto será muito pequeno. A Receita só vai aceitar a inclusão como dependente de casais reconhecidos pela Justiça, que ainda são muito poucos no Brasil”, afirmou.


O deputado diz que não pretende tratar a bancada evangélica como “inimiga”, mas cobra respeito dos parlamentares religiosos à causa dos direitos humanos e civis e à tolerância de credo. “A liberdade religiosa deles, em geral, só vale para um lado, não pensam em termos de pluralidade. Eles vêm sempre agindo nisso. Com minha presença e por estar trabalhando na frente parlamentar, isso acirra mais os ânimos. Não sou inimigo, nosso espaço é do diálogo. Se eles tiverem projeto de interesse coletivo, vou defender. Mas eles têm de se abrir ao diálogo, e não ficarem presos a dogmas”, declarou.


A nota da Consultoria da Câmara ressalta que o artigo 226 diz que apenas “é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher”. Afirma ainda que a Lei de Responsabilidade Fiscal obriga toda concessão de benefícios fiscais, como a dedução de imposto para os gays, lésbicas e transexuais vir acompanhada de impacto orçamentário e fonte de compensação da receita a ser perdida. De acordo com o estudo, isso não aconteceu.



Nota técnica


A nota alega ainda que a concessão desse benefício aos homossexuais abrirá brecha para outros segmentos da sociedade exigirem novas isenções de imposto. O texto cita como exemplo os irmãos solteiros que moram juntos; os filhos solteiros que permanecem morando com os pais, às vezes adotando filhos; e as pessoas celibatárias que vivem juntas fraternalmente.


A consultoria da Câmara entende que o governo federal foi descuidado ao tentar encaixar os gays nas hipóteses de dedução de imposto. Em nota enviada ao site, a Procuradoria da Fazenda diz ter “plena convicção da constitucionalidade e legalidade de seu parecer”, que embasou a decisão do ministro Guido Mantega.

*Fonte: Congresso em foco

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