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quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Dia da consciência negra - 2014

Eu poderia escrever diversas frases e um texto. Mas vou fazer diferente esse ano, vou deixar as imagens "falarem" por mim. 

1- Representatividade importa

2- A verdade escondida


3- A arma mais usada


4- A beleza negra 

5- O resultado da diversidade

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

PLC 122 - O fim de um novo começo




2013 foi um ano interessante para os homoafetivos, seus simpatizantes e opositores.

Escrevi sobre isso em alguns artigos esse ano, se quiser ler, ou reler, é só clicar nos links abaixo:

Direitos iguais ou iguais direitos

Cura gay - como curar o que não é doença?


Mas em dezembro aconteceu um fato curioso...

Ironicamente, no dia 17 de dezembro foi aprovado o apesamento da Projeto de Lei Constitucional 122 para a reforma do código penal. Digo ironicamente, pois, no dia 17 de maio deste ano foi aprovado o reconhecimento do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. É muita "coincidência" que precisos 7 meses depois aconteça esse fato com a PLC 122.

Não quero aqui chover no molhado... Se quiser saber mais da minha opinião sobre o  casamento civil entre pessoas do mesmo sexo leia o texto "Direitos iguais ou iguais direitos acima", você vai se supreender...

Apesar das manifestações "educadas" do nobre deputado Jean Wyllys, que, é claro, após a repercussão negativade seus comentários ele os retirou das suas redes sociais...


 

A PLC 122, foi sepultada. Será?

Em outra rede social o nobre deputado afirmou de forma categórica:




A questão agora é jurídica, onde acredito que é seu lugar.

Em duas cidades da minha região aconteceram pela primeira vez a Marcha LGBT, em Barra Mansa e Volta Redonda. É curioso pensar que após esse fato houve essa reviravolta toda. Não acredito em coincidências, mas deixo a conclusão para você, nobre leitor dessas linhas.

Sou totalmente contra a violência aos homoafetivos, e qualquer pessoa (se é que posso chama-los assim) que agrida de forma verbal ou fisica alguém em pleno século XXI por causa de identidade de gênero e/ou orientação sexual deve sim sentir os rigores da lei.

 

Você sabia, por exemplo, que 44% dos crimes de homofobia denunciados no mundo ocorreram no Brasil ano passado? A homofobia existe, e ela mata. Veja no link abaixo:

Homofobia mata

Por isso digo que os rigores da lei precisam ser aplicados nesse caso.

Odeio todo e qualquer tipo de discriminação e preconceito. Seja ele de gênero, identidade, religião ou étinia.

Mas veja, existe preconceito e discriminação dos dois lados.



Existem idiotas religiosos, como existes ativistas gays idiotas. Assim como existem bons cristãos, e bons defensores dos direitos humanos.

Sempre digo que falta mais respeito em nossa sociedade atual.

A palavra respeito vem do latim "respectus", que significa atenção ou consideração. Gosto deste significado mais do que o atual significado dado pela língua portuguesa.

O dia que aprendermos a dar atenção ou consideração a alguém, mesmo que tenhamos discordâncias, seremos melhores.









quarta-feira, 19 de junho de 2013

Cura Gay? Como curar o que não é doença.



Muito se tem falado sobre o projeto apelidado pela mídia de "cura gay"....

Que fique claro, a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 1990, retirou o termo "homossexualidade" do rol de doenças ou transtornos. Esse é um dos argumentos usados por parlamentares que são contra o projeto, que foi apresentado há dois anos e que chegou a ter a votação adiada cinco vezes na Comissão de Direitos Humanos.

Mas, como disse o filósofo, "vamos raciocinar juntos"....

O projeto aprovado em primeira estância(ainda falta uma), na prática, permite que psicólogos proponham tratamento da "homossexualidade, derrubando assim, normas do Conselho Federal de Psicologia, que proíbem que profissionais tratem a homossexualidade como doença.

Como aprendi como minha professora Rache Soihet, um dos maiores nome do Brasil na questão de gênero e história das mulheres, a grande questão hoje é sobre identidade de gênero e orientação sexual. A identidade de gênero, por sua vez, costuma ser menos compreendida. Ao passo que a orientação sexual se refere a outros, a quem nos relacionamos, a identidade de gênero faz referência a como nos reconhecemos dentro dos padrões de gênero estabelecidos socialmente. 



 Em um de seus livros ela afirma "(...), tornou-se nítido que há que se empenhar pela equiparação em termos de classe, gênero, raça e etnia, geração etc. como ideal a ser atingido em uma sociedade, sem o que a
igualdade é uma falácia". (Revista de História,3,1, 2011). Assim, como héteros tem o direito de assumirem homoafetivos, porque negar o direito de homoafetivos de se assumirem héteros, se assim o quiserem? E negar a eles ferramentas para isso? A questão não é "ser doença ou não", pois já sabemos que não é, mas de identidade e gênero. E isso é um direito de via de mão dupla.




Antes que me perguntem, não sou a favor dos argumentos utilizados por Marco Feliciano, Bolsonaro, Anderson Ferreira e do deputado João Campos, autor do projeto e que, alias, este último, é a favor da redução da maioridade penal.


 


Acredito que a intolerância deva ser combatida em todas as suas formas, pois esta faltando respeito e diálogo no que tange as questões da homoafetividade e religião na nossa sociedade . E antes que façam determinações já digo, não sou a favor da prática homoafetiva/homossexual, mas respeito que segue essa orientação e/ou assuma essa identidade. Até mesmo porque, não precisam de minha aprovação/desaprovação para isso.

Volto a afirmar, assim, como héteros tem o direito de se assumirem homoafetivos, porque negar o direito de homoafetivos de se assumirem héteros, se assim o quiserem? E negar a eles ferramentas para isso? A questão não é "ser doença ou não", pois já sabemos que não é, mas de identidade e gênero. E isso é um direito de via de mão dupla.
  
A homossexualidade não é uma doença e, portanto, não é contagiosa. O nosso preconceito sim, esse é contagioso e destrói. 

 Escrevo mais sobre a questão homoafetiva nos links abaixo:

Direitos iguais ou iguais direitos

Homossexualidade e intolerância


Polêmica: gay é o novo negro











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