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segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Novembro negro? Não! Novembro da consciência negra




Hoje é o último dia do mês de novembro mês da Consciência Negra. Lembre-se... existe uma história do Povo Negro sem o Brasil. Mas não existe uma história do Brasil sem o Povo Negro...




Não existe "novembro negro" ou não deveria existir. O 20 de novembro não é "o dia do negro" mas da "consciência negra". Dia de representatividade de uma identidade, não de uma cor.







 Não somos melhores do que ninguém, mas distintos de todos. Continuamos na luta pela igualdade, sabendo que cada um tem sua identidade. Somos iguais em nossa diversidade. Como já disse Martin Luther King: "Eu escolho o amor, o ódio é um fardo muito pesado para se carregar".

domingo, 7 de dezembro de 2014

*A maldição dos africanos




Os africanos não são descendentes de Canaã, nem estão sob a maldição de Noé
Ao longo dos séculos algumas pessoas tentaram provar que a raça negra está destinada a ser subserviente por causa das palavras de Noé sobre o seu filho Cam que foi o pai dos povos africanos. Observemos o próprio texto da Escritura, e então eu darei três razões de porque isso não determina como os povos da África devem ser vistos e tratados. Lembre-se que Noé tinha três filhos: Sem, Cam e Jafé.

Gênesis 9.21–25:
Bebendo do vinho, embriagou-se [Noé] e se pôs nu dentro de sua tenda. Cam, pai de Canaã, vendo a nudez do pai, fê-lo saber, fora, a seus dois irmãos. Então, Sem e Jafé tomaram uma capa, puseram-na sobre os próprios ombros de ambos e, andando de costas, rostos desviados, cobriram a nudez do pai, sem que a vissem. Despertando Noé do seu vinho, soube o que lhe fizera o filho mais moço. Então disse: “Maldito seja [ou “será”] Canaã; seja servo dos servos a seus irmãos”.
Agora observe três coisas:

A Maldição de Noé Cai sobre Canaã
Primeiro, Noé toma essa ocasião do pecado de seu filho Cam e a usa para fazer uma predição sobre a prosperidade do filho mais novo de Cam, Canaã. Basicamente a predição é que os cananitas eventualmente seriam subjugados pelos descendentes de Sem e Jafé.

Ora, há muitas perguntas a se fazer aqui. Mas eu só tenho tempo para apontar algumas poucas relevantes ao nosso ponto principal. Cam tinha quatro filhos de acordo com Gênesis 10.6. “Os filhos de [eram] Cam: Cuxe, Mizraim, Pute e Canaã”. Ora, em termos gerais, Cuxe é provavelmente o ancestral dos povos da Etiópia; Mizraim é o ancestral dos egípcios; e Pute é o ancestral dos povos do norte da África, os líbios. Mas Canaã é o único dos quatro filhos que não é ancestral de povos africanos. Gênesis 10.15–18 cita os descendentes de Canaã: “Canaã gerou a Sidom, seu primogênito, e a Hete, e aos jebuseus, aos amorreus, aos girgaseus, aos heveus, aos arqueus, aos sineus, aos arvadeus, aos zemareus e aos hamateus”. Todos esses povos eram habitantes de Canaã e proximidades, não da África. E a predição de Noé se tornou verdade quando as nações cananitas foram expulsas pelos israelitas por causa de sua perversidade (Deuteronômio 9.4–5). Então a maldição não recai sobre os povos africanos, mas sobre os cananitas.

A Maldição de Noé Não Trata de Indivíduos
Segundo, a nação predita de Noé não dita como o povo de Deus deve tratar cananitas individuais. Por exemplo, cinco capítulos depois, em Gênesis 14.18, Abraão, descendente de Sete, encontra um cananita nativo chamado Melquisedeque, que era homem justo e “sacerdote do Deus Altíssimo”, e que abençoou Abraão. Abraão deu a ele o dízimo dos seus espólios. Então nem mesmo o fato de que Deus ordena julgamento sobre nações perversas dita a nós como devemos tratar indivíduos nas mesmas nações.

Deus Planeja Redenção para Todas as Nações
Terceiro, em Gênesis 12, Deus coloca em ação um grande plano de rendenção para todas as nações, para resgatá-las dessa e de qualquer outra maldição de pecado e julgamento. Ele chama a Abrão para todas as nações e faz uma aliança com ele e promete: Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra”. “Todas as famílias da terra” inclui as famílias cananitas.

Então o que vemos é que, com Abraão, Deus está colocando em ação um plano de redenção que derruba cada maldição sobre qualquer pessoa que recebe a bênção de Abraão, a saber, o perdão e a aceitação de Deus que vem através de Jesus Cristo, a semente de Abraão (Gálatas 3.13–14).


Deus criou todos os grupos étnicos a partir de um ancestral humano.
Atos 17.26:
[Deus] de um só fez toda a raça humana [pan ethnos = todo grupo étnico] para habitar sobre toda a face da terra, havendo fixado os tempos previamente estabelecidos e os limites da sua habitação.
Observe duas coisas nesse texto.
Primeiro, observe que Deus é o CRIADOR dos grupos étnicos. “Deus fez de um só toda a raça humana”. Grupos étnicos não simplesmente aconteceram a partir de mudanças genéticas aleatórias. Eles aconteceram pelo desígnio e propósito de Deus. O texto diz claramente: “DEUS criou cada ethnos”.

Segundo, observe que Deus criou todos os grupos étnicos a partir de um ancestral humano. Paulo diz: “Ele fez DE UM SÓ cada ethnos”. Isso tem um murro especial quando você pondera o porquê de ele escolher dizer especificamente isso a esses atenienses no aerópago. Os atenienses apreciavam se vangloriar de que eles eram os autochthones, que quer dizer que eles haviam nascido em seu próprio solo nativo e não eram imigrantes de algum outro lugar ou grupo étnico. (Veja Lenski e Bruce, ad. loc.) Paulo escolhe confrontar esse orgulho étnico logo de cara. Deus criou todos os grupos étnicos — atenienses e bárbaros — e ele os criou a partir de um ancestral comum. Então vocês, atenienses, são feitos do mesmo tecido que os desprezados bárbaros e citas.

Todo membro de todo grupo étnico é feito à imagem de Deus.
Gênesis 1.27:
Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.
Quando você coloca esse ensino de Gênesis 1 (que Deus criou o primeiro homem à sua imagem) junto com o ensino de Atos 17.26 (que Deus criou todos os grupos étnicos a partir desse primeiro ancestral), o que surge é que todos os membros de todos os grupos étnicos são criados à imagem de Deus.

Não importa qual a cor da pele, ou as feições do rosto, ou a textura do cabelo, ou outros traços genéticos; todo ser humano em todo grupo étnico possui uma alma imortal à imagem de Deus: uma mente com poderes de raciocínio singulares semelhantes aos de Deus, um coração com capacidade para julgamentos morais e afeições espirituais, e um potencial para relacionamento com Deus que separa completamente cada pessoa dos animais que Deus criou. Todo ser humano, seja qual for a cor, forma, idade, gênero, inteligência, saúde ou classe social, é criado à imagem de Deus.

É propósito e ordem de Deus que façamos discípulos para Jesus Cristo de cada grupo étnico do mundo, sem distinção.
Mateus 28.18–20:
Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.
Fazei discípulos de “todas as nações” — isto é, de todo grupo étnico. É a mesma expressão de Atos 17.26, onde diz que Deus de um só criou “toda a raça humana” — todo grupo étnico. Assim como todos os grupos étnicos são criados à imagem de Deus, o objetivo de Deus é redimir pessoas de todo grupo étnico. O fato de sermos feitos à imagem de Deus não significa que somos salvos. Todos somos distorcidos pelo pecado. As singulares maneiras em que fomos criados para refletir a glória e o valor de Deus foram amplamente arruinadas. Então Deus enviou o seu Filho, Jesus, ao mundo para morrer por nós para que possamos crer nele e ser perdoados, limpos e restaurados, para que nos tornássemos troféus da sua graça.

A Bíblia proíbe casamento entre um crente e um incrédulo, mas não entre membros de diferentes grupos étnicos.
1 Coríntios 7.39:
A mulher está ligada enquanto vive o marido; contudo, se falecer o marido, fica livre para casar com quem quiser, mas somente no Senhor.
“Somente no Senhor”. A Bíblia nos direciona claramente a não casar com incrédulos. Se já estamos casados com um incrédulo, devemos permanecer casados (1 Coríntios 7.12–13; 1 Pedro 3.1–6). Mas se estamos livres para casar, devemos casar apenas com aquele que compartilha da nossa lealdade a Jesus.

Esse era o ponto principal das advertências do Antigo quanto a casar com aqueles que pertenciam a nações pagãs. Por exemplo, Deuteronômio 7.3–4:
Nem contrairás matrimônio com os filhos dessas nações; não darás tuas filhas a seus filhos, nem tomarás suas filhas para teus filhos; pois elas fariam desviar teus filhos de mim, para que servissem a outros deuses; e a ira do SENHOR se acenderia contra vós outros.

A questão não é mistura de cores, ou mistura de costumes, ou identidade do clã. A questão é: haverá uma lealdade comum ao Deus verdadeiro nesse casamento, ou haverá afeições divididas? A proibição na Palavra de Deus não é contra casamento inter-racial, mas contra casamento entre crente e incrédulo. Isso é exatamente o que esperaríamos se a grande base da nossa identidade não são as nossas diferenças étnicas, mas a nossa comum humanidade à imagem de Deus e a nossa nova humanidade à imagem de Cristo.

*Texto de John Piper. Um dos ministros e autores cristãos mais proeminentes e atuantes dos dias atuais, atingindo com suas publicações e mensagens milhões de pessoas em todo o mundo. Ele exerce seu ministério pastoral na Bethlehem Baptist Church, em Minneapolis, MN, nos EUA desde 1980.


Preto | Negro  - uso prático e preconceito 

Achille Mbembe, filósofo e historiador camaronês, propõe, em Crítica da Razão Negra, que o conceito de escravo tende a se fundir com o de negro até estes se tornarem uma coisa só. Para desfazer isso, ele defende a “reinvenção da comunidade”, e tal conceito encontra respaldo no processo de ressignificação e politização da ideia de raça, proposto pelo Movimento Negro Unificado (MNU) no final da década de 70.

Um artigo publicado em 1967 por Lerone Bennet Jr, editor sênior da revista Ebony, traz pontos importantes ao debate, como, por exemplo, a discussão que tomou conta dos Estados Unidos à época. Bennet escreve que “há um grupo que sustenta que a palavra negro é um epíteto impreciso que perpetua a mentalidade de mestre-escravo (…) outro grupo, constituído por defensores do Black Power, adotou um novo vocabulário em que a palavra preto é reservada para ‘irmãos pretos e irmãs que estão emancipando a si mesmo’”.

Muitos pensa na origem da palavra “negro”, dizendo que vem de nigro – do grego, inimigo – e, por isso, o certo seria falar “preto”. Na verdade, há discordância sobre a origem, posto que alguns historiadores acreditam que o termo tenha vindo do latim nigrum ou ainda necro, referente à morte (tese esta menos defendida). Mas o ponto é que o discurso de muitos caminha lado a lado ao do músico ganês Nabby Clifford, cujo vídeo onde aborda o tema se torno viral. Em termos gerais, Clifford diz que “negro” é uma palavra negativa, e o certo é usar “preto”.

No continente africano, é diferente. O conceito de raça sequer existia lá: quem o levou foi o branco colonizador para justificar a escravização, justificar a inferiorização de um determinado povo. Ou seja, na África, antes da chegada dos europeus, não existia nem negro, nem preto. Não havia necessidade, pois são grupos étnicos que já têm identidades próprias: ashantes, yorubás, egípcios… Não precisam do conceito de raça para se compreenderem enquanto povos diferentes.

A escravização e as diásporas nos deixaram vários símbolos, e nenhum deles é vazio. “Criado-mudo” não existe em vão. A destruição do racismo é complexa por inúmeros fatores, e um deles é a língua, pois temos um dicionário ainda racista. Apesar de concordar com a visão de rompimento com o léxico proposto pela escravidão, não ouso discordar dos mais antigos, como o pessoal do MNU, que ressignificou a palavra “negro”. Por isso, repito: não há um consenso. A língua é viva, mas a História também tem que ser.




terça-feira, 13 de maio de 2014

13 de maio - Existe motivo para comemoração?


No documento acima, escrito em 13 de maio de 1888, declara, na linguagem atual:

Declara extinta a escravidão no Brasil:
A Princesa Imperial Regente, em nome de Sua Majestade o Imperador, o Senhor D. Pedro II, faz saber a todos os súditos do Império que a Assembleia Geral decretou e ela sancionou a lei seguinte:
Art. 1.º: É declarada extinta desde a data desta lei a escravidão no Brasil.
Art. 2.º: Revogam-se as disposições em contrário.
Manda, portanto, a todas as autoridades, a quem o conhecimento e execução da referida Lei pertencer, que a cumpram, e façam cumprir e guardar tão inteiramente como nela se contém.
O secretário de Estado dos Negócios da Agricultura, Comércio e Obras Públicas e interino dos Negócios Estrangeiros, Bacharel Rodrigo Augusto da Silva, do Conselho de Sua Majestade o Imperador, o faça imprimir, publicar e correr.
Dada no Palácio do Rio de Janeiro, em 13 de maio de 1888, 67.º da Independência e do Império.
Princesa Imperial Regente.
Rodrigo Augusto da Silva
Carta de lei, pela qual Vossa Alteza Imperial manda executar o Decreto da Assembleia Geral, que houve por bem sancionar, declarando extinta a escravidão no Brasil, como nela se declara. Para Vossa Alteza Imperial ver. Chancelaria-mor do Império - Antônio Ferreira Viana.
Transitou em 13 de maio de 1888.- José Júlio de Albuquerque.

Assim, foi declarada extinta a abolição no Brasil através da Lei Auréa, assinada pela então regente, Princesa Isabel. E saiu até no diário oficial da união.





Mas existe motivo para celebração? Quero ser otimista e acreditar que sim.

Segundo o SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio as Micro e Pequenas Empresas) o número de negros donos de seus próprio negócios tem crescido, veja o gráfico abaixo:



Segundo o presidente do SEBRAE, Luiz Barreto: "A desigualdade ainda existe, mas a melhora da escolaridade e do rendimento aponta para uma situação mais favorável, no futuro, para os negros que estão no empreendedorismo". Eu acredito que isso é motivo de comemoração.

Segundo o último senso do IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística -, realizado em 2010, o número de negros nas universidade aumentou. 






De 2000, ano de implantação do sistema de cotas no Brasil, até 2004 o número de negros e pardos que se formavam nas universidades aumentou de 15,7 em 2000, para 35,4 em 2004, mais do que o dobro. E essa pesquisa tem 10 anos.

A UERJ um estudo alguns anos atras sobre o rendimento acadêmico de cotistas e não cotistas, veja o resultado:




Não veja os números absolutos, mas compare o rendimento nos dois vestibulares os cotista tem um rendimento, durante o curso, de 8,007 contra 8,004 dos não cotistas. A matéria completa pode ser lida no link abaixo: 



Mesmo assim, continuo sendo contra as cotas, apesar de entender a sua importância e relevância. Acredito que estamos segregando mais que agregando, mas continuo a falar, sou contra mas entendo a importância, afinal, representatividade importa. 





Existem muitas mazelas, sim. Pessoas se chamando de macacos e outros absurdos, mas existem mais prós do que contras. Sim, viva o 13 de maio.  




quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Manifesto de uma consciência negra - recordando






Não poderia passar esse dia em branco, com o perdão do trocadilho.

Mas quero recordar um antigo texto

Clique aqui para ler. Manifesto de uma consciência negra




O rapaz "S" que cito no texto acima hoje esta bem, é responsável pela fluxo de produção de uma grande empresa alimentícia e vive feliz.Sim, é preciso ter uma consciência humana coletiva, mas antes é preciso tem uma consciência sem preconceitos individual.

Estamos mudando a passos lentos, mas pelo menos há mudança.




segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Vamos denegrir tudo


Você já parou para pensar no significado das palavras e de alguns termos que usamos? Denegrir, por exemplo...

Denegrir vem de “negro”, do latim NIGRUM, “negro, preto, escuro, fúnebre”, com o prefixo DE-, aqui com o sentido de “procedente ou resultante de”. Algums afirmam que procede de DENIGRARE, “enegrecer, escurecer”.

Em todos os sentidos, em sua questão literal, "denegrir" é tornar negro. 
 Hoje, no entanto, "denegrir" virou sinônimo de "ofender". Por causa de nosso histórico de escravidão o "negro" virou referência de "feio", "sujo", "burro", "empregado" entre outras coisas...

 




Tenho estado mais alerta a esses termos esses dias por causa de um projeto que escrevi para Fundação Palmares (orgão liagdo ao Ministério da Cultura do governo Federal), e vou falar mais sobre ele no futuro, talvez no próximo mês... Em resumo, o projeto foi aprovado, e na pesquisa para escrevê-lo, e na pós-pesquisa depois da aprovação, comecei a relembrar e rever alguns conceitos e termos utilizados.

 



Se você não se autoavaliar, você passa a ser reprodutor de uma idéia ou conceito. E pior, nem percebe. 





 A mudança é lenta e difícil, mas vale a pena fugir da neutralidade.






 Não me veja como extremista ou algo do tipo, sou a favor da integração e miscigenação entre étinias, uma vez que só existe uma raça, a humana.



 Mas não posso negar a opressão sofrida pelo povo negro.

 




Recentemente, no Brasil, até mesmo uma instituição pública formalizou o preconceito e o racismo: Leia a reportagem


 É preciso abrir espaço para o diálogo. Você não é obrigado a aceitar, mas deve ao menos respeitar o que difere de você, independente da esfera.




 Então reveja os seus conceitos, fuja dos estereótipos e, se concordar com a idéia, vamos denegrir o mundo.










quarta-feira, 2 de março de 2011

*Polêmica: gay é o novo negro



Pastor pede que emissoras vetem campanha ‘gay é o novo negro'

O pastor e apologista cultural Voddie Baucham desafiou as emissoras cristãs na convenção aunal no sábado a não comprarem a propaganda “gay é o novo negro,” mas urgiu a permanecerem comprometidos a defender o casamento bíblico nas radiofrequências.


Baucham, que prega na Igreja Grace Family Baptist em Spring, Texas, soube que ele iria deixar muitas pessoas desconfortáveis ou contorcerem-se em seus assentos ao levantar essa questão da homossexualidade na abertura da sessão das Emissoras Religiosas Nacionais de 2011.


“Quando se trata de emissoras cristãs, nós ficamos nervosos, mesmo preocupados em lidar com esse tema,” disse ele aos atendentes da NRB no Gaylord Opryland Resort no Centro de Convenções.

O ministério Africano-Americano apontou que as emissoras cristãs sentem a necessidade de se desculpar diversas vezes ao público antes de falar sobre a homossexualidade em seus shows. Eles tentarão provar que eles não odeiam os gays dizendo que eles tem muitos amigos gays ou membros da família que são gays, disse ele.


“A razão é porque os homossexuais tem efetivamente co-optado por negro... pelo que agora, nós em verdade acreditamos que gay é o novo negro e nós acreditamos que o casamento homossexual é uma questão de direitos civis,” explicou ele.


“Eu me sinto insultado quando as pessoas igualam não somente uma atitude pecaminosa, mas uma conduta que é uma categoria especial de pecado chamado de abominação com o nível de melanina na minha pele,” disse ele.


Esse desconforto, de acordo com Baucham, é um resultado de uma agenda homossexual agressiva que começou cerca de 2 décadas atrás.


Voltando para 1989, um encontro ocorreu entre 144 nações com lideranças de ativistas homossexuais para encontrar como aproveitar a crise da AIDS para seus benefícios próprios e delinear uma estratégia de avançar o movimento LGBT.


Um dos produtos finais foi o que o encontro chamou de “Depois da Bola,” uma campanha de propaganda baseada em princípios de psicologia e publicidade para fazer os Estados Unidos aceitarem a homossexualidade, disse Baucham.


A campanha foi uma abordagem de três frentes envolvendo “dessensiblização,” “interferência,” e “conversão,” explicou ele.


Dessensibilizar significa trazer homossexualidade em frente à cultura em formas atrativas tais como mostrando o caráter de um gay em um filme sendo o mais esperto e melhor vestido. Intervenção é sobre igular a idéia de ser contra a homossexualidade com a idéia de ser como Nazi ou membro da KKK para criar desconforto entre as pessoas que não aceitam o homossexualismo. A conversão é ganhar pessoas para avançar a sua causa.


Baucham forneceu diversos exemplos de como essa estratégia está sendo conduzida por ativistas não homossexuais mas por líderes negros, juízes, líderes de negócios, e líderes religiosos.





Ele lamentou que os líderes negros estão promovendo “cobertura” para os ativistas homossexuais para fazer o papel de “carta de raça” ao invés de dar razões legítimas para suas demandas.

Para os líderes religiosos, ele os advertiu de serem vítimas de três ataques comuns na agenda homossexual: o ataque “ad hominem” (em latim, argumento contra a pessoa) , o petitio principii (ou argumento circular, uma falácia que se utiliza para demonstrar uma tese partindo do princípio que a mesma é válida) e falácia genética.


Com o ataque ad hominen, os ativistas homossexuais atacam o homem e os rotulam de “homofóbios” ou “má pessoa” e a tática do argumento circular eles somente assumem que casamento gay é um direito fundamental sem ter que provar isso. A falácia genética é usada quando os ativistas homossexuais dizem, “você está usando a religião para impor sua moralidade sobre mim,” rejeitando assim o argumento simplesmente baseado em ‘de onde eles vem,’ não baseados na lógica do argumento.


Lendo diversos versículos da Bíblia, Baucham sustentou que os Cristãos devem responder à homossexualidade com a verdade bíblica. Alguns Cristãos devem apontar o versículo que diz para não julgar os outros para justificar seu silêncio, reconheceu ele, mas eles devem também ler a parte onde Jesus nos diz para julgarmos a nós mesmos para que possamos julgar aos outros.

“Tire primeiro a trave do seu próprio olho para que você possa ver claramente para tirar o argueiro do olho do seu irmão. Nós somos ordenados a julgar,” disse Baucham.


Referindo-se a Ezequiel 33, o pastor relembrou os profissionais da mídia cristã que o sangue irá ser requerido em suas mãos se eles não falarem ao homem ímpio sair de seu caminho.


Mostrando amor, Baucham argumentou, não é somente permitir os homossexuais de viverem no pecado, mas é chamá-los para se arrepender e falar do que Cristo tem feito na cruz.“Não há nada mais amoroso que chamar uma pessoa a se arrepender de seus pecados.”






Durante a sessão da noite no sábado, Frank Wright, presidente e diretor executivo das Emissoras Religiosas Nacionais, também discursou à multidão para dar o status de relatório da associação. Ele delineou os três principais desafios enfrentando as emissoras Cristãs hoje: o acesso da mídia, a discriminação ao ponto de vista, e a fidalidade bíblica.


Jay Sekulow, conselheiro-chefe do Centro Americano para a Lei e Justiça, deu atualizações sobre como seu grupo legal está defendendo a liberdade religiosa em todo o mundo desde o Paquistão à Nova York à Zimbabwe.


A artista de música Nicole C. Mullen também fez performance durante a sessão.


As Emissoras Religiosas Nacionais são a maior associação nacional cristã de profissionais cristãos da mídia. Sua convenção anual atrai centenas de profissionais desde rádio cristã, televisão, filmes e outras companhias de comunicação para workshops de treinamento e rede. A Convenção NRB e a Exposição este ano será concluída em 1º de março.

*Fonte: Christian Post

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